Desordem no calçadão de Campo Grande

0
Equipe Portal
Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

O Estado do Rio de Janeiro passa pela pior crise econômica de sua história, e os reflexos da gestão do Governador Pezão já estão sendo percebidos na Zona Oeste da cidade. Atualmente, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílio (PNAD), o desemprego no Estado já alcança 15,6% dos habitantes. O reflexo da ineficácia do Governo Estadual e Municipal é vivenciado todos os dias pelos moradores da região, principalmente para aqueles que costumam passar pelo calçadão de Campo Grande, importante ponto de comércio local.
Trafegar pela calçada de qualquer rua adjacente ao Calçadão do bairro é uma tarefa que requer paciência. Os comerciantes expõem seus produtos para além do limite de suas lojas, invadindo as calçadas, fazendo com que a população tenha que desviar das várias “vitrines ambulantes”.

Nesta competição por espaço sobre a rua, os camelôs entram como mais um adversário. A exposição dos produtos é feita de maneira diversificada: barracas de alimentos, grades e grampos fazem parte do kit de exposição. Os ambulantes possuem pontos fixos de trabalho, estando neles de segunda à sábado, onde vendem seus diversos produtos, sendo que alimentos e artigos para celulares são os que mais predominam nesse tipo de comércio. As críticas e reclamações dos comerciantes legais do Estado contra os comerciantes de rua já chegaram ao Sindilojas (Sindicatos dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro). O Sindicato enviou um ofício ao prefeito do Município, Marcelo Crivella, solicitando uma audiência para debater o assunto. Na mesma semana, no dia 10 de agosto, Crivella prometeu criar 4,3 mil licenças para camelôs e a criação da barraca vertical, com o intuito de aumentar o espaço de circulação do pedestre.

As vans também estão na lista de problemas do centro de Campo Grande. As filas duplas já são rotineiras na Praça Dr. Boaventura, que fica ao lado da Estação de trem, prejudicando o trânsito na região. A Rua Coronel Augustinho tornou-se o ponto de vans perto do local.
A percepção na Zona Oeste é que os moradores estão “abandonados”. Os órgãos competentes não parecem ter a disposição de preservar a Ordem Pública, respaldados com o exemplo dos políticos que só procuram os bairros a cada quatro anos. Desta maneira, o bairro vai perdendo a voz pouco a pouco, a cada ano.

 

Matéria publicada na edição impressa do mês de setembro.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.