Moradora de campo grande participa de projeto social no Quênia

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Arquivo Pessoal
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Imagina você sair do Brasil, viajar mais de sete mil quilômetros, e cair de paraquedas na África do Sul, se apaixonar, e ficar por lá. Essa é a história da Mariana Barros, moradora de Campo Grande. No ano passado Mariana foi voluntária nos Jogos Olímpicos que ocorreram no Brasil, após passado esse período a crise financeira do país acarretou no seu desemprego. Com isso, uma amiga sugeriu que ela continuasse o voluntariado aqui no Rio, entretanto, surgiu a oportunidade de visitar uma amiga que morava na África do Sul. Ela não pensou duas vezes e embarcou para África.  Passou-se um tempo, ela participou das festas de fim de ano e se apaixonou pelo lugar e decidiu não voltar mais para o Brasil.

Com isso, ela começou a procurar um voluntariado na África. Em um tour de 20 dias por quatro países conheceu uma americana que era amiga da fundadora de uma ONG no Quênia. Ela trocou mensagens com a dona da ONG e foi para o país. Mariana mora atualmente em uma  cidade rural chamada Mangu, perto do Lago Nakuru, um lugar turístico da região. Ela mora em um orfanato chamado JWHS fundado pela ONG Expanding Opportunities. No local  moram seis órfãos e uma supervisora. Ela trabalha em uma escola pública da região, em uma turma de 3º ano com crianças de até 10 anos. Um dos maiores desafios encontrados no local é a comunicação com as crianças, visto que, existem 42 tribos diferentes e cada uma tem seu idioma próprio. Além da comunicação, Mariana teve um pouco de dificuldades com a alimentação na região, pois a base da comida é “ugali” (uma espécie de purê de milho),” chapati” (um pão sem fermento), arroz, feijão e legumes.

“Ser voluntária é uma experiência muito intensa! Você chega no lugar (escola) e nota que as crianças são muito carentes, não só de bens materiais mas de afeto, carinho e atenção! Muitas das crianças vivem em extrema pobreza, são miseráveis mesmo! Alguns não têm sapato e vão pra escola descalços, mochila muitas vezes é um saco plástico de mercado e lápis e borracha eles usam até o “cotoco”. Ver que existe esse contraste no mundo foi um pouco chocante pra mim! Às vezes volto pro orfanato chorando. Me sinto responsável de alguma forma por levar alegria e leveza pra essas crianças. Acredito que uma andorinha pode fazer verão sim! E que de alguma forma vou transformar o futuro dessas crianças!” contou Mariana.

Matéria publicada na nossa edição impressa de março.

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