Violência + Superação – Conheça a história do jovem baleado 5 vezes em Bangu

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Arquivo Pessoal
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A violência no Rio de Janeiro tem apresentado números alarmantes diariamente. Não há dia, hora ou local. Os relatos são desesperadores. Dia a dia são informados tiroteios, arrastões, assaltos, latrocínios (assalto seguido de homicídio). Muitas vezes, o final da história não é o mais positivo. Entretanto, o Portal veio contar um relato com final feliz.
O protagonista principal desta história se chama Diego Guimarães de Araujo, 22 anos e pós-graduando em produção audiovisual. Diego foi baleado em maio deste ano em Bangu e ficou internado mais de um mês, parte deste tempo, em coma. Confira o relato na íntegra feito pelo Diego especialmente para o Portal:

 

““Tudo começou no dia 14 de abril, sexta-feira santa, saí da minha antiga residência na Rua Limites, em Realengo, com destino à casa da minha namorada na Rua Doutor Clementino do Monte, na metade do caminho fui surpreendido por dois assaltantes em uma moto, um deles desceu e me rendeu, mandou que eu dirigisse pra ele, com a arma apontada para minha cabeça o tempo inteiro.
Poucos metros dali tinha uma viatura da polícia, que foram alertados e a perseguição começou, durante todo o percurso eu pensava na morte, estava desesperado, estava tremendo muito, mas não podia parar de dirigir, a perseguição só foi terminar em Bangu, quando o bandido deu um tiro contra os policiais, e eles abriram fogo contra o carro. Eu fui atingido por cinco tiros, na cabeça e na perna direita vindos da arma do bandido, dois tiros de raspão, um no ombro e outro na cintura, e mais uma paf no braço direito, onde estou com uma lesão até hoje.
Sai lúcido do carro e consegui falar que eu era a vítima, os policiais pegaram minha identificação e o documento do carro e ao confirmarem, correram comigo para o hospital Albert Schweitzer em Realengo, no qual recebi o primeiro atendimento, porém não poderia realizar a neurocirurgia, com isso, fui transferido para o Pedro II em Santa Cruz, a cirurgia foi bem sucedida, entretanto, não tinham os aparelhos para realizar o acompanhamento necessário, eu teria que ser transferido novamente, e como sou dependente de militar, teria direito a ir para o Marcílio Dias, no Lins, mas estava com problemas no cadastro e só pude ser levado no dia 16. Fiquei internado
lá durante um mês e quatorze dias, sendo três semanas em coma. Quando acordei tive todo o acompanhamento de fonoaudiologia, fisioterapia e psicologia. Progredi de forma que surpreendeu os próprios médicos, pois no início achavam que eu poderia perder o movimento do lado esquerdo do corpo e ficar surdo.
No dia 26 de maio eu recebi alta, mas continuei as consultas, a fisio, a fono e atualmente já consigo andar, me alimentar e falar normalmente. Ainda estou recuperando o movimento da minha mão esquerda, que foi a única sequela que ficou.”

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